Bolsonaro está em alta. Mas, dessa vez, está despertando a atenção de pessoas que passam a olhá-lo com um misto de medo e deslumbramento. Especialmente depois da divulgação das últimas pesquisas Datafolha e Ibope para a presidência, que mostraram Jair Bolsonaro liderando a disputa entre os mais ricos, com quase o dobre de votos do segundo colocado, e com um potencial de votos de 11% no total. Enquanto o ataque histérico da esquerda continua, com cuspes, mijos e cagadas, alguns jornalistas se deram conta da realidade: “agora a porra ficou séria!”

O colunista do Estadão José Roberto Toledo analisou as perspectivas da candidatura do mito Jair Bolsonaro em 2018 em artigo intitulado “Os limites de Bolsonaro”. Segundo ele analisa:

Com seu discurso radicalmente conservador [gostei dessa!], o deputado cativa uma porção significativa do eleitorado. Não é grande o suficiente para levá-lo a um segundo turno presidencial [ainda não…], mas é o bastante para garantir-lhe, por exemplo, vaga em debates nacionais na TV com outros candidatos a presidente. Se isso vier a acontecer ele pode crescer mais? Qual é o limite de Bolsonaro?

Qual o limite de Bolsonaro, pergunta o colunista. Eis o que eu penso:

1) Se o Bolsonaro já atingiu 11% das intenções de voto mesmo sendo desconhecido por 54% do eleitorado, não é difícil concluir de cara que o potencial de votos dele deve ultrapassar facilmente os 20 pontos, colocando-o com CHANCES REAIS de chegar ao segundo turno.

2) O Bolsonaro é mais desconhecido entre os mais pobres, justamente a faixa MAIS CONSERVADORA do eleitorado brasileiro, que é mais alinhada com as suas idéias (contra liberação do aborto e drogas, a favor da redução da maioridade penal, etc).

3) Dos candidatos pesquisados, Bolsonaro está entre aqueles com MENOR REJEIÇÃO, apenas 15% (tremei, esquerdistas!). Pode-se especular que sua rejeição é baixa por ser relativamente desconhecido, mas…

4) …mas o Bolsonaro LIDERA as pesquisas para presidente na faixa onde ele é mais conhecido (tremei novamente, esquerdistas), que é entre os mais ricos e com maior escolaridade: tem entre 20% e 23% contra 13% do segundo colocado, segundo o Datafolha.

5) A rejeição ao Bolsonaro deve aumentar, mas até que ponto? Minha impressão é que é bem menos do que se imagina, a julgar que mais da metade do eleitorado ANTI-PETISTA ainda não conhece o principal político anti-petista do país.

6) Em se confirmando o cenário atual, teremos 4 candidatos fortes em 2018 contra os 3 de 2014, e o PT enfrentará uma rejeição que não enfrentou. Ou seja, teremos uma votação mais pulverizada no primeiro turno. Nesse cenário e com uma projeção de mais de 20 pontos, a candidatura do Bolsonaro, seja pelo seu eleitorado cativo ou pelos votos que angariar, será DECISIVA pra definição das eleições.

7) E, independente do resultado das eleições, a candidatura do Bolsonaro mudará o cenário eleitoral brasileiro, consolidando uma corrente política conservadora no país, algo inédito em 50 anos.