Um dos assuntos mais comentados da última segunda-feira (29/09) foram as polêmica das declarações do candidato Levy Fidelix no debate entre presidenciáveis no último domingo, dia 28 de setembro de 2014. Veja aqui o vídeo.

A verdade é que o candidato meteu os pés pelas mãos e cometeu um erro político juvenil: foi atacar um movimento mirando nas pessoas que o compõe.

Se ele quisesse ter sucesso na empreitada, deveria ter exposto o que significa o movimento gay para a estratégia revolucionária, sem atacar a conduta homossexual em si. Temos sempre que ter em conta que um conservador jamais deve ser um moralista e, ao encontrar uma pessoa que tenha uma conduta que o desagrada, das duas uma: ou a ajuda numa base pessoal, ou a deixa em paz. Jamais, ainda mais um candidato à presidência, deve fazer ataques moralistas genéricos, ou vai transformar uma corrente política legítima na caricatura sonhada pela esquerda.

Olavo de Carvalho bem notou que haverão muitos gays sensatos e conservadores que irão sentir-se ofendidos. E irão se opor não somente a ele, mas a qualquer movimento conservador que venha a surgir. Do ponto de vista estratégico, foi uma lástima óbvia.

E, ainda pior, foi ter fornecido munição farta para ser amplamente atacado pela esquerda. Não somente ele, que já está sendo processado, mas todos os que estão à direita no espectro político. Foi como se defender batendo no atacante com o cabo da arma, ficando com a cara de frente para o cano.

Para finalizar, deixou ainda mais nítido que não teria a menor possibilidade de unir o país. Ao contrário, acabaria criando a discórdia que faria o país cair nas mãos da extrema esquerda, que encontraria combustível abundante para dar início ao caos revolucionário. Por sorte este senhor não tem chances de ser eleito.

Apenas para esclarecer, já que no Brasil você não consegue fazer distinções entre grupos sem ser atacado pelo todo, antes que digam que eu estou defendendo o movimento gay, volto a repetir: é o MOVIMENTO gay que deve ser o atacado, não o INDIVÍDUO gay em si. As conseqüências civilizacionais é que devem ser expostas, não a conduta. A conduta não é da minha conta se não afetar a minha vida.