Hoje, dia 26/01/2015, o jornal Folha de São Paulo estampou uma ótima notícia para os paulistas: “SP registra taxa anual de homicídio de 8,73 por 100 mil, a menor desde 1996” (veja aqui). A matéria mostra a série histórica de homicídios no estado desde 1996, gráfico que eu reproduzo abaixo:

tx_homicicdios_SP

De cara, vemos que a taxa de homicídios no estado mais populoso do país vem caindo desde 2000. Ou seja, essa tendência de queda de homicídios no estado é anterior à aprovação do Estatuto do Desarmamento (dez/2003), e, portanto, não pode ser uma consequência do famigerado estatuto – como muitos desarmamentistas (especialmente o pessoalzinho do IPEA) gostam de alardear por aí.

Mas tem outro fato interessante!

Entre 2004 e 2015, segundo o Sistema Nacional de Armas (que controla o comércio de armas no país), o número de registros de armas de fogo aumentou 4.000% no estado de São Paulo. QUATRO MIL PORCENTO! (fonte)

Ora… mas espere aí:

1) A tese central do desarmamento é que uma população armada é mais violenta;

2) Dizem eles, os desarmamentistas, que em uma população armada o número de homicídios aumenta – em especial, segundo eles, os crimes banais, brigas de vizinhos, discussões de trânsito, blá,blá,blá…

Então me explique, iluminado desarmamentista, dentro dessa sua tese mentirosa e cínica: como é possível que o número de registros de armas de fogo no Estado de São Paulo tenha aumentado 4.000% e, ao mesmo tempo, o número de homicídios não só continua caindo, como também atingiu a menor taxa em 20 anos ???

São Paulo provou que a tese central do desarmamento (mais armas, mais homicídios) é uma mentira deslavada.