O embate Freixo x Crivella para a prefeitura do RJ tem causado fenômenos curiosos no PSOL. Um deles é a “des-freixinização” ou “des-psolizamento” da campanha do Freixo, ou seja, uma tentativa desesperada de descolar a imagem do candidato das idéias que ele mesmo e o partido defendem. Esse fenômeno foi muito bem apontado pelo Felipe Moura Brasil, em um artigo que pode ser lido aqui: http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/cultura/desespero-de-freixo-e-fim-melancolico-de-lula-nao-tem-preco/

Agora foi a vez do deputado Jean Wyllys dar sua contribuição para essa campanha nada ortodoxa do PSOL na reta final das eleições do RJ. A estratégia era pra ser simples: “como no passado o bispo Crivella havia falado besteiras sobre os católicos e Nossa Senhora Aparecida, vamos usar esse fato para jogar os católicos contra a campanha do Crivella”. Mas, em se tratando de Jean Wyllys, PSOL, e toda a sorte de aberrações típicas da alma revolucionária, a coisa não foi tão simples. Esqueceram de combinar com a Igreja Católica, que, além de não morder a isca, preferiu nem comentar o caso, deixando o PSOL a ver navios.

A preocupação do PSOL com os católicos era tamanha e tão sincera… que não durou nem uma semana. Diante do fracasso da estratégia, coube a Jean Wyllys demonstrar, através de sua página no Facebook, a verdadeira face revolucionária, aquela já bem descrita pela Dilma na campanha presidencial de 2013: “Nós [a esquerda] podemos fazer o diabo quando é hora de eleição”. Revoltado com o fato dos católicos não entrarem no jogo político do PSOL, o deputado deixou cair a máscara e disparou:

Contudo, vejam que hipocrisia: Crivella escreveu um livro ofendendo os católicos e insultando sua igreja com palavras que dão vergonha alheia e o arcebispo do Rio de Janeiro, consultado pelo jornal O Globo, se recusa a comentar o fato.

Nada. Nem uma palavra.

O Rio pode eleger um prefeito que odeia os católicos (além de odiar o povo de santo e os gays), mas, como ele não é de esquerda, mas de direita, a Igreja não tem nada a dizer.

Eu tenho: alguém que tem ódio no coração não pode ser prefeito da nossa cidade.

#Freixo50 #IntolerânciaReligiosaNão

Ou seja o errado é você, seu católico hipócrita, que não entrou no jogo sujo do PSOL. E não o PSOL e o Jean Wyllys, esse pessoal do bem, que acha super OK xingar de hipócrita todos os seguidores de uma religião (ele se referiu à Igreja), e que mentiria até o fundo da alma pra ganhar seu voto, mesmo se lixando pra você, seus valores e sua religião. #IntolerâncaiReligiosaNão, entendeu, seu católico hipócrita??

Sentiram o desespero da chapa do Freixo? Eu acho muito boa essa estratégia do PSOL para angariar votos de católicos. Acho que vai dar super certo. E concordo com o Jean Wyllys: quem tem o ódio é o rancor revolucionário no coração não pode e não será prefeito do Rio.

Fico aqui, aguardando o resultado da eleição no Rio de Janeiro, mas já adianto, parafraseando “Jeremias muito louco“: “E diga à minha mãe…que ela vai dar umas risada!”

Veja o post do Jean Wyllys no dia 18/10/2016, logo após o debate Freixo x Crivella:

JeanW