Acredito que, na situação em que nos encontramos atualmente, todo conservador tem no mínimo um palpite de que algo vai sair muito errado em breve. E, o termo ‘muito errado’, cobre uma grande variedade de coisas: crises financeiras, crises de abastecimento, rompimento da ordem social ou até mesmo catástrofes naturais.

Em qualquer crise, sempre haverá dois tipos de pessoas: as que irão agir por conta própria, e as que estarão à mercê do Estado ou de terceiros. Em qual grupo você quer estar? E o que esta escolha implica no seu futuro, e no de seus descendentes?

Se você é do primeiro tipo – e provavelmente é, senão não estaria lendo este artigo – siga em frente.

A essa altura dos acontecimentos, um pensamento já deve ter se passado pela sua cabeça: o que é que eu vou fazer se isso aqui virar o inferno da terra? Ao mesmo tempo devem surgir imagens diversas em sua mente, de “black bloc” a pronunciamentos da presidente ao lado de ditadores comunistas. Estamos condicionados a pensar que tudo irá acabar bem, que tudo não passa de pura baderna ou simples corrupção. Mas, e se não for o caso? E, inclusive pelo que expomos aqui no Observatório, parece que estamos no meio de uma séria crise social e cultural sem precedentes. É natural, neste ambiente, supor que as coisas não vão terminar bem.

O que fazer?

A resposta é: seja um conservador. Mas não um conservador somente no campo das ideias. Aplique aquilo que acredita. Faça o conservadorismo. E o que é mais ‘ser conservador’ do que lutar para empreender e ser livre? Esse é o conceito principal do Sobrevivencialismo. O seu objetivo é sobreviver, e, para isso, seu meio de ação é exercer sua liberdade e sua capacidade empreendedora.

A maneira mais imediata de se estar precavido a respeito de qualquer catástrofe é a independência, daí é que surge o caráter empreendedor do sobrevicencialista. Imagine o seguinte cenário, bastante plausível dependendo de onde você mora. Acontece uma enchente. A água sobe até o meio das paredes. A pessoa independente já teria tomado uma série de providencias, tais como construir um cômodo mais alto, uma acomodação para alimentos e materiais básicos em local protegido, ou mesmo se mudado do bairro. E aqueles que ficam esperando por ajuda? Estariam famintos, sem ter para onde ir, provavelmente perderiam tudo e ainda ficariam em frente às câmeras de TV implorando por uma ação das autoridades.

Então, a receita é simples. Independente de qual seja o cenário que você julgue mais provável, você deve:

– listar as suas necessidades básicas;

– ter ciência do que pode acontecer nestas situações;

– ter um estoque básico de alimentos, itens de higiene e remédios (principalmente as pessoas que dependem deles continuamente, como diabéticos);

– trabalhar para que possa atender essas necessidades quando for possível, pelo tempo que julgar necessário;

– e, principalmente, aprender a desenvolver o maior número de tarefas possível, adquirir e treinar essas habilidades.

Essa é uma lista pequena que serve apenas como introdução ao mundo daqueles que querem estar aptos a sobreviver por conta própria. Alguns sobrevivencialistas mais radicais chegam ao ponto de se mudar para áreas rurais menos habitadas e produzir o próprio alimento. No final das contas, o sobrevivencialismo nada mais é do que o conservadorismo levado a cabo, na prática.

No próximo artigo, irei tratar do movimento sobrevivencialista americano.